#24595
Sofia Duarte
Participante

1. As plantas fornecem alimento a muitas espécies de animais, fornecem oxigénio e matéria orgânica para o solo, servem de lar e abrigo, matéria-prima para inúmeros fins: terapia, tinturaria, culinária, cosmética, fibras para fabrico de tecidos, decoração, protecção dos solos e até para o romance.

2. Utilizo muitas ervas aromáticas e especiarias em todas as refeições que preparo, sempre pelo sabor, mas muitas vezes pelos benefícios, principalmente ao pequeno-almoço. Faço também bastantes infusões de acordo com o que quero obter: melhor digestão, ressaca, cabeça cansada, dores nas articulações, falta de energia, etc.

3. O meu avô era o que eu acho que se pode chamar de ervanário (desconheço o termo correcto). Ele elaborava fórmulas terapêuticas para a Ervanária do Cacém. Tenho algumas das receitas ainda com os rótulos originais e, apesar de não o ter conhecido, tomei sempre contacto com as plantas medicinais através da minha avó ou a ajudar a empacotar as ervas secas na ervanárias durante as férias da escola.
A minha avó costumava defumar no fogão uns raminhos de alecrim, salva e alfazema e dizia que era para afastar os maus espíritos. Eu ria-me muito até ter descoberto há meia dúzia de anos um texto do José Salgueiro em que referia este processo como sendo eficaz para eliminar os germes do ar.
De resto sempre fui habituada a beber infusões, principalmente a Erva Príncipe, mas também a Tília quando estava com gripe, a cidreira à noite e lembro-me de o meu pai fazer, de vez em quando, 2 ou 3 dias seguidos a beber infusão de Pau d’Arco para limpar o sangue.

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